A leitura e a escrita, uma escolha

Muitas pessoas estranham o uso de um planner ou agenda em papel em plena era digital, acreditam ser mais prático o uso de um app do que de uma agenda. Então porque ir na contramão do sistema?

Eu escolhi usar o bullet journal por ser uma ferramenta organizacional completa, também por acreditar que sua flexibilidade e adaptabilidade são mais condizentes com meu estilo de vida, mas principalmente por me permitir um resgate de escrever e buscar melhorar minha caligrafia, coisas que andam esquecidas em nossos dias.

Eu sempre gostei do contato com o papel, das texturas, dos cheiros, das sensações produzidas, da realização de conseguir fazer uma letra diferente e tentar que cada dia seja mais bonita. Essa é a razão pela qual prefiro os livros físicos aos digitais, todas as sensações que temos ao folhear um livro, ao tocar no livro, fazer anotações, marcações, para mim livros são extremamente pessoais.

DSCN3798

Uma das lembranças que tenho de minha infância é a de quando eu olhava um livro amarelo que era dos meus tios e que tinha histórias que eu gostava, eu o tirava da prateleira e acariciava olhando as figuras e os símbolos, as letras, e eu me encantava quando minha mãe o pegava e lia para mim, era mágico, como aquele amontoado de símbolos se transformavam em algo cheio de sentido e diversão.

A mesma sensação de encantamento acontecia quando eu via minha mãe escrever, seja um bilhete, notas de compra, estudando… eu achava a letra dela linda e esperava que a minha fosse igual. E todo meu anseio era pode dominar aqueles códigos e saber ler e escrever, me comunicar, ter uma voz.

Sim, existem vários estudos neurolinguísticos que mostram a importância da caligrafia no desenvolvimento cognitivo de crianças e na detecção de algumas desordens neurológicas, mas para mim o que realmente importa são as sensações e aquisições que a leitura proporciona, ao terminar um livro você se sente enriquecido, adquire conhecimento, fica mais sensível e criativo, a leitura transforma e liberta a pessoas para inúmeras possibilidades de ser. E o melhor da leitura, ela se adapta ao que o leitor prefere, então basta escolher seu estilo literário favorito e se deleitar.

DSCN3944

Esses livros aí em cima são os que separei para ler esse mês… depois falo um pouquinho deles aqui. Já pensou em qual o próximo livro você gostaria de ler? Qual seu estilo favorito? Compartilhe aqui.

Anúncios

Roube como um artista

Quando comecei a pensar em escrever aqui bateu o maior frio no estômago… E se eu não soubesse o que escrever? E se eu tivesse um branco? E se eu não conseguisse criar os textos? E se, e se, e se…

Então percebi em outros blogs que todos passam por um bloqueio criativo em determinado momento, mas quando isso acontece recorrem a alguma coisa, seja leitura, música ou alguma atividade inspiradora.

Muitas pessoas falavam desse livro: Roube como um artista, Austin Kleon, resolvi comprar para ler e, simplesmente, amei. É uma leitura leve, com várias dicas, como nos fala o subtítulo (10 dicas sobre criatividade). O livro possui 160 páginas, dez capítulos onde cada uma das dicas é desenvolvida, além de muitas citações e vários esquemas e ilustrações que nos ajudam a memorizar e fazem a coesão com o texto.

O livro traz um certo alívio, pois nos faz lembrar que quase nada é original e que toda obra de arte é uma releitura daquilo que já existia previamente e que apenas quando o artista imprime seu estilo é que a torna única.

Esse era o estímulo que eu precisava para aceitar o desafio de escrever e compartilhar com outros meus pensamentos. O livro cita várias coisas que ajudam a organizar as ideias e liberar a criatividade: só devemos escrever sobre o que gostamos, todo artista é um colecionador, não espere saber quem você é para começar e outros tópicos que foram de grande ajuda pra mim.