Indicação de leitura – O homem de giz

O livro que eu vou indicar hoje é bem diferente do que eu costumo mostrar por aqui, mas é um gênero que eu tenho gostado muito ultimamente, suspense. Outra coisa que eu gosto é que o tempo da narrativa oscila entre presente e passado, acho que esse recurso torna a história bem mais interessante e dinâmica.

Mas vamos conhecer um pouco do livro…
O homem de giz, J.C. Tudor, editora Intrínseca, 270 páginas, capa dura, papel pólen 80g/m².
Assassinato e sinais misteriosos em uma trama para fãs de Stranger Things e Stephen King

Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.


A editora nos apresenta quatro motivos para lermos o livro:
Nostalgia
A história se passa em 1986 e traz elementos clássicos da década. A tecnologia forense da época dificultava as investigações, e a falta de internet faz com que a dinâmica do grupo de amigos seja totalmente diferente da dos dias atuais.

Mistério com um toque de terror

É um livro para os fãs de Stranger Things e Stephen King. O Homem de Giz faz o leitor duvidar de todos os personagens, perder o fôlego nas várias reviravoltas e passar a noite acordado com os trechos macabros. Longe de ser maniqueísta, a história traz personagens complexos que enfrentam traumas e conflitos pessoais.

Uma história sobre crescimento

Parcialmente narrado por uma criança de 11 anos, acompanhamos no livro o fim da infância de um grupo de amigos que precisam enfrentar terrores além da sua imaginação, uma ferida que permanecerá com eles até adultos.

A edição
A edição do livro é um motivo por si só: com capa dura, lombada cheia de homens de giz, páginas pretas e ilustrações nas primeiras folhas. Um ótimo presente para seu amigo ou para você mesmo.

thriller, mistério, terror, assassinato, stephen king, stranger things

Bem, era isso que eu tinha pra falar desse livro… Recomendo muito a leitura e espero que você tenha gostado da indicação. Em breve trarei mais indicações de livros por aqui. Abraços e até lá!

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Caligrafia para relaxar #2

Olá! como eu prometi, no post anterior, vou mostrar aqui a minha evolução durante as atividades do livro Caligrafia para relaxar, no post anterior eu falei um pouquinho do livro e da primeira lição e mostrei a minha frase final. Se você não leu pode conferir aqui

Hoje vou mostrar para você o que aprendi nas lições 2, 3 e 4. Minha intenção era falar sobre mais lições hoje, mas sabe uma pessoa que quer fazer mil coisas ao mesmo tempo, aí não deu tempo de estudar mais duas lições, mas também não adianta fazer tudo correndo e não ficar com boa qualidade, até porque o legal é você ir tentando colocar em prática em outras frases aquilo que aprendeu nas lições.

Mas vamos lá… no segundo capítulo do livro a autora nos propõe usar coroas e guirlandas e incorporar ao lettering para compor a arte, confesso que gostei bastante, pois sempre tive medo de brincar mais e geralmente eu fazia as letras e só, ficava intimidada em tentar colocar alguma desenho e acabar estragando a composição no final. Afinal de contas dá uma trabalheira enorme tentar fazer uma letra bonita e acabar estragando tudo no finalzinho ia ser uma tristeza. Eu amei a frase que ela propôs – A prática leva a evolução. Não é tranquilizante não precisar buscar uma perfeição? Nos liberta da nossa fixação em busca dessa perfeição em tudo e buscamos a evolução, o crescimento, isso é um ganho.

Daí que essa lição me deu coragem para fazer essas brincadeiras e tornar o lettering o início de uma arte, pois só assim eu cumpriria a atividade proposta, não é mesmo? Então para mim esse é um ponto a mais para o livro, que acaba me forçando a sair da minha zona de conforto.

E que surpresa boa quando vi que na terceira lição a frase proposta era justamente a vida começa onde termina sua zona de conforto! Nessa lição a autora nos mostra como faixas básicas podem dar mais graça e leveza ao desenho, destacando aquilo que queremos enfatizar.

A lição 5 traz o E comercial e a frase sonhe e realize! Aqui a gente pode tentar também introduzir os outros elementos propostos e ir tornando as frases mais completas e cheias de vida. Tenho gostado muito da experiência de acompanhar as lições, a técnica de lettering e o uso do bullet journal para mim são importantes para combater minha ansiedade e ajudar a liberar o estresse.

Abaixo coloco algumas fotos para você conferir minha evolução… espero que tenha gostado e se anime a tentar coisas novas também. Se quiser deixe sua opinião aqui nos comentários será muito bom. Um abraço e até o próximo post. 🙂

 

Caligrafia para relaxar

Finalmente consegui começar minha jornada para melhorar meu lettering, não que eu ainda não tenha treinado muito, mas até agora eu repetia sempre as mesmas coisas, então comprei esse livro fofinho para tentar aprimorar a técnica e para servir de roteiro para meus estudos.

O que posso dizer desse livro? Bem, vamos lá! A primeira coisa que percebi é que ele é bem basiquinho sim, mas é legal começar bem nos primórdios da técnica, então se você já domina grande parte da técnica de lettering eu não indico, mas se você, como eu, quer começar do início (ficou esrtranho, mas é isso mesm…) e ir aprendendo passo a passo, e relembrando cada detalhe das das técnicas e assim conseguir aprimorar eu acho muito válido sim. Essas são as lições que o livro traz:

 

As primeiras lições desse livro são bem batidas e eu já havia praticado a maioria, mas gosto da sensação de início e desenvolvimento que a autora sugere, embora ela gaste muito tempo falando de outras coisas, como relaxar e textos meio auto-ajuda que por mim seria desnecessário, mas que podem ajudar algumas pessoas. Se você observar ela demora 18 capítulos para chegar a técnica de lettering com pincel.

O que eu gostei é que ela traz vários capítulos que falam sobre os outros elementos que compõem um lettering (ramos, faixas, guirlandas, floreios, sombras, setas, etc) e essas são coias que sempre tive dificuldade – as composições artísticas na hora pensar no projeto final, geralmente escolho a frase e escrevo, e só. É nesse ponto que o livro tem me ajudado muito, pois traz capítulos específicos para cada tema. Outra coisa que eu gostei é que ele fala, mesmo que muito resumido, sobre digitalização da caligrafia. Para mim é mais um incentivo a estudar.

O capítulo 43 traz um pouquinho da técnica de embossing e eu não tenho o material necessário para realizar esse exercício, pesquisando os preços por aqui fica um pouco difícil, pois os materiais são bem carinhos. Provavelmente vou pular esse capítulo e retomá-lo em outro momento. Então já estou pedindo desculpas antecipadas,caso não consiga adquirir o material.

Bom… Mas hoje quero falar da primeira lição do livro, a falsa caligrafia, que nada mais é que escrever uma palavra ou frase com um maior espaçamento entre as letras e depois ir espessando a linha descendente de cada letra. Essa técnica permite formar uma palavra com a mesma ideia de uma caneta pincel e que tanto amamos nos letterings que vemos em todas aquelas fotos do Pinterest e do Instagram.

A primeira proposta de exercício é treinar a palavra tempo e então, depois de sentir-se seguro, formar a frase um tempo só para mim usando a mesma técnica em todas elas. Minha percepção ao final do exercício foi que eu preciso controlar o tamanho de cada letra, e a autora não traz nenhuma preocupação com isso, pelo menos por hora… por isso oriento que façam uma linha guia superior e inferior para terem controle da altura de cada letra e deixar tudo bem retinho, ah… e só apaguem a linha depois que tiverem concluído o exercício, senão na hora de espessar a letra a gente acaba ultrapassando os limites da linha guia.

Olha aí o meu tempo em cada etapa.

 

Minha frase final você pode ver a seguir, vai perceber que as letras tem diferença no tamanho e no alinhamento, também achei que os traços ascendentes poderiam ser um pouquinho mais espessos, também cometi o erro de escrever direto com caneta no final, usei lápis sempre e na hora de passar para o livro cometi esse erro, aí acabei precisando usar corretivo.

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Gosto de fotografar cada exercício faço, assim dá para avaliar a qualidade final e perceber bem aquilo que queremos e precisamos melhorar. Bom… essa foi minha primeira lição, se quiser acompanhar vou postar aqui cada exercício ou agrupar vários que trazem um mesmo tema e minhas impressões sobre cada um deles e a evolução da minha técnica. Os materiais usados para esse exercício foram: Caneta Sakura Pigma Micron 03, Caneta Sakura Pigma Micron 1, papel A5 90g/m², lápis B, borracha.

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Se quiser falar um pouquinho de sua experiência com lettering e deixar sugestões do que quer encontrar por aqui é só colocar nos comentários. Abraços.

Meus livros de Agosto

Olá!

Esse mês comprei alguns livros que espero logo ler! Na verdade dois deles são sobre lettering, um sobre caligrafia e outro sobre técnica de lettering em giz, então esses não são livros que vou terminar em uma leitura apenas, mas espero ser perseverante e usar todas as técnicas e aprimorar meu conhecimento. Coloquei os livros em forma de lista para facilitar a visualização, espero que goste das dicas.

1- Caligrafia Para Relaxar: Cultivando a Calma e a Alegria Com a Arte da Escrita à Mão – Amy Latta, editora sextante, 204 páginas.

Sinopse: Uma introdução simples e divertida à arte da caligrafia. Unindo técnicas de escrita à mão com textos inspiradores sobre a necessidade de desacelerar e de aceitar a vida como ela é, este livro é uma ótima maneira de cultivar a calma, promover a alegria e celebrar a beleza. À primeira vista, dominar a arte da caligrafia pode parecer difícil, mas você vai se surpreender ao ver como é simples criar lindos projetos. A artista plástica e blogueira Amy Latta usa uma abordagem amistosa e acessível que o tornará confiante para dar os primeiros passos – e logo você estará produzindo verdadeiras obras de arte. Aprenda a criar letras que parecem feitas com pincel, depois acrescente ornamentos, como ramos de folhas, rosas, faixas, fitas, arabescos e penas que vão valorizar muito seus desenhos. Trazendo 46 exercícios explicados em detalhes, este livro vai ensinar a fazer diversos tipos de letras e a utilizar técnicas simples para criar efeitos de luz, sombra, relevo e destaque. Com apenas um pouco de prática, você se sentirá seguro para compartilhar seus trabalhos nas redes sociais, fazer presentes personalizados e até decorar a sua casa. Ao longo desse processo, ainda vai saborear mensagens que vão inspirá-lo a reservar um tempo para si mesmo, liberar sua criatividade e tornar sua vida mais bonita.

Minhas impressões: O livro possui encadernação brochura, tem 24 cm de largura e 23 cm de altura, papel com boa gramatura (não tem especificado) com espaços para realizar as atividades, embora o papel não seja adequado para alguns materiais sugeridos no livros, pois é poroso. A maior parte do conteúdo é bem básica, mas para iniciar no tema ele é bem legal… espero que me ajude a despertar minha criatividade nesse tema, já que a maioria das vezes nem imagino como iniciar um lettering.

2- Como eu era antes de você – Jojo Moyes, Editora Íntrínseca, 320 páginas.

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Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

3- Nada mais a perder – Jojo Moyes, editora Intrínseca, 400 páginas.

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Sinopse: Na juventude, Henri Lachapelle foi um cavaleiro de raro talento, entre os poucos admitidos na academia de elite do hipismo francês, o Le Cadre Noir. Contudo, reviravoltas da vida o levaram da França a Londres, onde ele agora vive em um simples conjunto habitacional. Sem nunca abandonar o amor pela antiga carreira, aos trancos e barrancos Henri ensina a neta, Sarah, a montar o cavalo Boo, na esperança de que o talento da dupla seja o passaporte para uma vida melhor e mais digna para todos. Mas um grande golpe muda mais uma vez os planos de Henri Lachapelle, e Sarah se vê entregue à própria sorte, lutando para, além de sobreviver, cuidar de Boo e manter os treinamentos. Natasha é uma advogada especializada em representar crianças e adolescentes envolvidos com crimes ou em situação de risco. Abalada emocionalmente e em dúvidas quanto a seu futuro profissional depois de um caso terrível, Natasha ainda tem de lidar com as feridas do fim de seu casamento. Um fim, diga-se de passagem, bem inusitado, já que ela se vê forçada a morar com o charmoso futuro ex-marido enquanto esperam a venda da casa da família. Quando Sarah cruza o caminho de Natasha, a advogada vê na menina a oportunidade de colocar a vida de volta nos trilhos e decide abrigar a adolescente sob o próprio teto. O que ela não sabe é que Sarah guarda um grande segredo que lhes trará sérias consequências.

4- Um de nós está mentindo – Karen M. McManus, editora Galera Record, 384 páginas.

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Sinopse: Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol.
E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.

5- O conto da Aia – Margaret Atwood, editora Rocco, página 368.

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Sinopse: A história de ‘O conto da aia’ passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes – tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado – há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.

Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

6- The Complete Book of Chalk Lettering: Create and Develop Your Own Style (English Edition) –  Valerie McKeehan, editora Workman Publishing Company, 177 páginas.

Sinopse: Utilizado em boutiques, cafés e em decoração de casa, a arte de rotulação de giz está mais voga que nunca. Valerie McKeehan, um destaque do Etsy cujo trabalho foi apresentado em revistas e sites da Good Housekeeping para o RealSimple.com, nos ensina tudo o que precisamos saber para criar lindos designs de giz desenhados à mão. O livro também tem um espaço de prática, com três “quadros” desdobráveis ​​- a capa interna e a capa traseira são forradas com papel de quadro-negro, onde pode-se treinar as técnicas. Possui mais de 60 lições, onde se aprende o ABC das letras (literalmente) e seus estilos básicos: serif, sans serif e script. Em seguida mostra como projetar um design, combinando vários estilos em uma peça coesa, adicionando sombras e dimensão, a dominar estilos de letra mais avançados e usar faixas, bordas e floreios. E, finalmente, nos propõe 12 projetos para mostrar as habilidades adquiridas!

Minhas impressões: Embora seja em inglês dá para entender bem as explicações, mesmo meu inglês não sendo avançado. O livro é bem explicado e tem muitas fotos mostrando como realizar o projeto. Gostei do fato de ter várias fontes para treinar e um passo a passo bem explicado de como elaborar cada projeto. As fotos são bem bonitas e dá para visualizar bem cada passo, tudo muito organizado. Na verdade quero aprender mais sobre lettering, pois estou amando o tema.

Bem… era isso que eu tinha para mostrar esse mês sobre meus livros, você gostaria de ler sobre algum livro em especial por aqui? Se sim, deixe nos comentários. 🙂

Nimona

Esse mês o Clube do livro – Infinistante – trouxe uma proposta bem diferente, ler graphic novel. Achei super interessante, pois como falei no post anterior me fez lembrar do tempo em que eu devorava histórias em quadrinhos e que me ajudaram a cultivar o hábito de leitura. Mas voltando ao assunto, foram sugeridos dois títulos: Faith, Joudi Houser e Nimona, Noelle Stevenson. E as duas parecem bem diferentes, a primeira é uma heroína e a segunda uma vilã, a princípio eu me interessei pela primeira história, mas como só tem a versão impressa e eu demorei a decidir comprar não iria dar tempo de ler para a resenha, então desisti e comprei a versão digital de Nimona, mas depois vou comprar a versão impressa.

Deixo aqui a sinopse de Faith, caso você se interesse em conhecer a história: “Faith Herbert sempre quis ser uma super-heroína, como as dos seus gibis favoritos. E quando seus poderes psiôn Faith Herbert sempre quis ser uma super-heroína, como as dos seus gibis favoritos. E quando seus poderes psiônicos surgiram e ela entrou para os Renegados da Fundação Harbinger, finalmente teve sua chance. Mas, agora, está vendo se consegue fazer sua carreira solo de defensora da justiça, com identidade secreta e tudo mais. De dia, é uma pacata blogueira que escreve sobre cultura pop — mas à noite, é a principal super-heroína de Los Angeles, a adorada Zephyr! E quando outros jovens psiônicos começam a desaparecer na Cidade dos Anjos sem deixar vestígios, é justamente ela que vai investigar o que está realmente acontecendo. A escritora estreante Jody Houser, o desenhista Francis Portela e a artista Marguerite Sauvage nos trazem a série original desta fabulosa heroína!”

Vamos, então, a Nimona… o que posso dizer é que a princípio a história não me interessou muito, pode ter sido um pouco de preconceito por se tratar de uma menina que queria ser vilã, como assim? Bem, confesso que pode ter sido e provavelmente foi, mas durante a leitura fui percebendo alguns fatos interessantes da história e como foi bom romper a barreira e ler o livro.

Começando a leitura percebe-se que o vilão a quem ela resolve seguir, Ballister Coração-Negro, é bem atrapalhado e seus planos sempre dão errado, mas depois que Nimona chega isso começa a mudar, Ballister começa a vencer seu rival nas batalhas, mas Nimona não tem limites e destrói muitas coisas, além de matar.

Mas será Ballister é realmente um vilão? Será que seus planos davam errado ou era apenas uma forma de contornar seu destino? Nimona começa a perceber que Ballister tem muita ética e se preocupa demais com o próximo, e que nada tem de coração-negro. Na verdade Ballister sempre tenta impedir que Nimona machuque mais alguém e cause mais estragos, o que a deixa frustrada. Como é uma adolescente, pelo menos foi assim que a percebi, a personagem tem em si toda rebeldia e curiosidade dessa fase. E BAllister muitas vezes porta-se com um pai zeloso e amoroso.

Também percebi que o herói da história, Sir Ambrosius Ouropelvis, até o nome dá a dica, nada mais é que um garotinho mimado e com personalidade frágil, que é manipulado pela Instituição, uma organização que manipula o herói e também todo reino para manter seus poderes e conseguir atingir interesses a qualquer custo. Geralmente a Instituição utiliza-se da mídia manipular a opinião pública, promover seus planos e permanecer no poder.

O enredo é fantástico e a história evolui com muita intensidade, a cada momento uma nova faceta é mostrada pelas personagens que vão crescendo e mostrando a complexidade da trama até chegarmos ao final do livro, que é surpreendente… mas não, não vai ter spoiler… Então… que tal conferir você mesmo e depois me conta aqui o que achou?

Bem, acho que era isso que eu tinha para falar sobre Nimona… Até o próximo mês.

O pequeno príncipe

Quando li esse livro a primeira vez eu era criança, ou pré-adolescente, não lembro ao certo minha idade, mas sei que não compreendi muitas coisas e que o achei muito triste, disso eu lembro com certeza. Então fazer sua releitura foi muito importante e me fez apreender muita coisa que passou despercebida na primeira vez.

Logo no início o narrador fala de sua tentativa em desenhar, todo mundo lembra da imagem da cobra que engoliu um elefante, mas as pessoas grandes não entenderam, elas nunca entendem e ¨têm sempre necessidade de explicações detalhadas¨. Mas o que me chamou a atenção logo no início é como os adultos muitas vezes minam os potenciais das crianças e destroem seus sonhos tentando fazer com que essas se adequem aos seus padrões formatados.

As pessoas grandes aconselharam-me a deixar de lado os desenhos de jiboias abertas ou fechadas e a dedicar-me de preferência à geografia, à matemática, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma promissora carreira de pintor.

Ele ainda deixa claro que trazia em si a dicotomia de seus sonhos e anseios de infância com a forma de reagir e comportar-se como esperado pela sociedade. “Quando encontrava uma que me parecia um pouco esperta, fazia a experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se ela era na verdade uma pessoa inteligente. Mas a resposta era sempre a mesma: ‘É um chapéu.’ Então eu não falava nem de jiboias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Falava de bridge, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer um homem tão razoável.”

Vivi, portanto, só, sem alguém com quem pudesse realmente conversar, até o dia em que uma pane obrigou-me a fazer um pouso de emergência no deserto do Saara, há cerca de seis anos.”

Só quando encontra-se com o pequeno príncipe é que o narrador retorna a sua simplicidade de retratar a vida e faz o caminho inverso nos desenhos, começa tentando retratar o real, um carneirinho, e termina com a caixa na qual o carneiro está guardado. A partir daí todos os diálogos com o seu pequeno amigo são sempre cheios simbolismos para nos fazer reconhecer a beleza e a simplicidade de vida.

Já faz seis anos que meu amigo se foi com seu carneiro. Se tento descrevê-lo aqui, é justamente porque não quero esquecê-lo. […] Peço que me perdoem. Meu amigo nunca dava explicações. Julgava-me semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei der carneiros através de caixas. Talvez eu seja um pouco como as pessoas grandes. Devo ter envelhecido.”

Das histórias que o pequeno príncipe relata ao narrador podemos extrair pequenas lições de vida, trouxe aqui algumas das minhas passagens preferidas…

“Quando a gente está muito triste, gosta de admirar o pôr do sol…”

O pequeno príncipe jamais desistia de uma pergunta uma vez que a tivesse feito.”

Não soube compreender coisa alguma! Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava…”

“É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são belas.”

“Tu julgarás a ti mesmo – respondeu-lhe o rei. – É o mais difícil. […] Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”

“Os homens? […] O vento os leva. Eles não tem raízes.”

“A gente só conhce bem as coisas que cativou […] Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

“Só as crianças sabem o que procuram […] Elas são felizes.”

Os homens do teu planeta – disse o pequeno príncipe – cultivam cinco mil rosas nem mesmo jardim… e não encontram o que procuram… […] E, no entanto, o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa, ou num pouco de água…”

“Mas os olhos são cegos. É preciso ver com o coração…”

“As pessoas veem as estrelas de maneiras diferentes. Para aqueles que viajam , as estrelas são guias. Para os sábios, elas são problemas. Para o empresário, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém as teve… […] terás estrelas que sabem rir!”

“E quando estiveres consolado ( a gente sempre se consola), tu ficarás contente por teres me conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E às vezes abrirás tua janela apenas pelo simples prazer… E os teus amigos ficarão espantados de ver-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: ‘Sim, as estrelas , elas sempre me fazem rir!’ E eles te julgarão louco. Será uma peça que te prego…”

O livro traz em suas páginas belas lições de vida, detalhes que esquecemos ao crescer/envelhecer, nos faz lembrar que a felicidade está nas pequenas coisas da vida, e a gente (grande) é que complica muito com a necessidade de tentar explicar tudo e buscar a certeza e o conforto naquilo que vemos.

A história me fez lembrar o que a infância tem de melhor, a sua essência. Posso dizer que aproveitei mais a leitura de agora do que quando li na minha infância, talvez por ele me fazer lembrar de como era essa infância, da doçura e da simplicidade da vida, e de me fazer reencontrar com menina que fui.

E você já leu O Pequeno Príncipe? Que tal ler ou reler? Certamente será enriquecedor.

Contando sobre leituras – Tartarugas até lá embaixo.

Nunca havia lido um livro do John Green, então resolvi ler esse livro quando vi vários comentários sobre a abordagem diferenciada que ele fazia sobre TOC (transtorno Obsessivo Compulsivo), achei o tema interessante.

Quando comecei a leitura achei que seria um livro meio adolescente, pois apresenta a história de Aza Holmes, uma adolescente de 16 anos e sua amiga de escola Dayse, escritora de fanfic de Star Wars, as duas tentam receber uma recompensa através de informações sobre um milionário.

Mas então, a partir dessa trama, o autor tece uma teia de acontecimentos que vão crescendo e tornando-se maiores, Aza vive em um espiral, como ela mesma define, de pensamentos que a dominam, vive presa por um medo de se infectar, abre constantemente  uma ferida para tentar sentir-se no controle, tem resistência em usar as medicações prescritas pela psiquiatra, pois não se conforma em ter que se medicar para ser normal. O livro te prende nessa espiral de pensamentos.

O drama da adolescência é somado ao drama do transtorno que a acompanha e um simples beijo a faz surtar em relação a contaminação, Aza tenta lutar contra os pensamentos, mas não consegue. o livro conta também com diversas citações, que complementam o pensamento do autor e enriquecem a leitura.

No final não há uma felizes para sempre, um final feliz como vemos em alguns romances, mas é um desfecho mais real de uma história, dentro de outros desfechos, achei essa resolução muito boa, foge do tradicional.

Essa visão do autor quanto ao TOC foi enriquecida por sua experiência pessoal e os medos que o acompanham. Em alguns momentos da leitura tentava pensar onde o título se encaixava na história e finalmente ele foi explicado.

Recomendo a leitura do livro e quero conhecer outros títulos do autor. E você, já leu algum livro do John Green? Conta aqui o que achou. 😊