Caligrafia para relaxar #2

Olá! como eu prometi, no post anterior, vou mostrar aqui a minha evolução durante as atividades do livro Caligrafia para relaxar, no post anterior eu falei um pouquinho do livro e da primeira lição e mostrei a minha frase final. Se você não leu pode conferir aqui

Hoje vou mostrar para você o que aprendi nas lições 2, 3 e 4. Minha intenção era falar sobre mais lições hoje, mas sabe uma pessoa que quer fazer mil coisas ao mesmo tempo, aí não deu tempo de estudar mais duas lições, mas também não adianta fazer tudo correndo e não ficar com boa qualidade, até porque o legal é você ir tentando colocar em prática em outras frases aquilo que aprendeu nas lições.

Mas vamos lá… no segundo capítulo do livro a autora nos propõe usar coroas e guirlandas e incorporar ao lettering para compor a arte, confesso que gostei bastante, pois sempre tive medo de brincar mais e geralmente eu fazia as letras e só, ficava intimidada em tentar colocar alguma desenho e acabar estragando a composição no final. Afinal de contas dá uma trabalheira enorme tentar fazer uma letra bonita e acabar estragando tudo no finalzinho ia ser uma tristeza. Eu amei a frase que ela propôs – A prática leva a evolução. Não é tranquilizante não precisar buscar uma perfeição? Nos liberta da nossa fixação em busca dessa perfeição em tudo e buscamos a evolução, o crescimento, isso é um ganho.

Daí que essa lição me deu coragem para fazer essas brincadeiras e tornar o lettering o início de uma arte, pois só assim eu cumpriria a atividade proposta, não é mesmo? Então para mim esse é um ponto a mais para o livro, que acaba me forçando a sair da minha zona de conforto.

E que surpresa boa quando vi que na terceira lição a frase proposta era justamente a vida começa onde termina sua zona de conforto! Nessa lição a autora nos mostra como faixas básicas podem dar mais graça e leveza ao desenho, destacando aquilo que queremos enfatizar.

A lição 5 traz o E comercial e a frase sonhe e realize! Aqui a gente pode tentar também introduzir os outros elementos propostos e ir tornando as frases mais completas e cheias de vida. Tenho gostado muito da experiência de acompanhar as lições, a técnica de lettering e o uso do bullet journal para mim são importantes para combater minha ansiedade e ajudar a liberar o estresse.

Abaixo coloco algumas fotos para você conferir minha evolução… espero que tenha gostado e se anime a tentar coisas novas também. Se quiser deixe sua opinião aqui nos comentários será muito bom. Um abraço e até o próximo post. 🙂

 

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Minhas leituras em abril

Quem me acompanha a um tempinho sabe que amo livros e planejamento, então hoje trouxe para vocês os livros que eu separei para ler esse mês, lembrando que minha meta é ler quatro livros por mês.

Também tenho tentado ler livros que eu não costumava ler e confesso que tenho gostado muito e me surpreendido com alguns títulos e autores, é sempre bom expandir suas opções e aprender um pouquinho com cada percepção e visão de mundo, um livro é capaz de nos fazer conhecer novos lugares (através do imaginário) e culturas.

Bem, mas vamos lá… vou apresentar cada um deles  e quem sabe você se anima a ler algum comigo.

1- Em algum lugar nas estrelas, Clare Vanderpool, editora Darkside, 276 páginas.

“A grande ursa negra, impressionante como a Ursa Maior, balançou a cabeça de um lado para o outro, e seu rugido fez tremer a passagem próxima da Trilha Apalache. Eu digo que é ela, mas a verdade é que não dava para ter certeza. Não havia marcas que indicavam que era fêmea. Não havia filhotes à vista. Mas eu sabia. Eu a conhecia como conhecia minha própria mãe. Era sua postura – a autoridade absoluta sobre nós, dois garotos presos por seu olhar. E era sua vontade inabalável de nos manter vivos.”

É dessa forma que a autora inicia o livro, que traz uma personagem com TEA (transtorno do espectro autista) e dia 02 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e existem vários níveis diferentes de autismo.

O livro é muito fofo, em sua estética, tem capa dura, estou gostando muito da leitura até o momento, depois vou escrever uma resenha, esse foi o livro escolhido pelo Clube do livro Infinistante, criado pela Maki, Mel e Loma, quem quiser se inscrever no clube é só clicar aqui.

2- O diário de Anne Frank, Tradução de Alves Calado, 49ª edição, editora BestBolso, 373 páginas.

Trata-se do relato de uma menina judia que ficou escondida anos em um sótão em uma casa se escondendo dos nazistas, junto com sua família, para tentar em vão sobreviver. Como gosto de usar diário em tópicos, esse texto em forma de diário e relatos curtos é de grande interesse para mim. Saber extrair apenas aquilo que é importante relatar no nosso dia a dia é um grande exercício.

3- O pequeno príncipe, Antoine de Saint-Exupéry, editora agir, 95 páginas.

Na contracapa do livro está escrito “Livro de criança? Com certeza. Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi. Como explicar a adoção deste livro por povos tão variados, em tantos países de todos os continentes? Como explicar que ele seja lido sempre por tantos milhões e milhões de pessoas? Como explicar a atualidade deste livro traduzido em oitenta linguas diferentes? Como compreender que uma história aparentemente tão ingênua seja comovente para tantas pessoas? O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.” – Amélia Lacombe

Li esse livro quando era criança, ganhei de minha madrinha e estou ansiosa para ler novamente, espero conseguir fazer uma resenha sobre ele.

4- Amor e gelato, Jenna Evans Welch, editora Intrínseca, 319 páginas.

Trata-se de um romance que tem como plano de fundo a linda cidade de Florença, então estou muito empolgada para conhecer os lugares e a cultura, a autora viveu em ali parte de sua adolescência.

Texto da contracapa: “Florença é o lugar perfeito para se apaixonar e o pior lugar para ficar de coração partido”.

5- A travessia, William P. Young, Editora Arqueiro, 197 páginas.

Contracapa: “Jesus pegou a mão de Tony. – Na jornada que está prestes a começar, você poderá escolher curar fisicamente uma pessoa, mas só uma. Assim que escolhê-la, a sua jornada chegará ao fim. – Posso curar uma pessoa? Está me dizendo que sou capaz de curar quem eu quiser? – Na mesma hora, seus pensamentos se voltaram para o seu próprio corpo em um quarto de UTI. – Deixe-me ver se entendi. Posso curar qualquer pessoa que quiser? Jesus se inclinou na direção dele. – Na verdade, você não pode curar ninguém, não sozinho. Mas estarei do seu lado, e a pessoa por quem você decidir orar, eu a curarei através de você.”

“Um derrame cerebral deixa Anthony Spencer, um multimilionário egocêntrico, em coma. Quando “acorda”, ele se vê em um mundo surreal habitado por um estranho, que descobre ser Jesus, e por uma idosa que é o Espírito Santo. À sua frente se descortina uma paisagem que lhe revela toda a mágoa e a tristeza de sua vida terrena. Jamais poderia ter imaginado tamanho horror. Debatendo-se contra um sofrimento emocional insuportável, ele implora por uma segunda chance. Sua prece é ouvida e ele é enviado de volta à Terra, onde viverá uma experiência de profunda comunhão com uma série de pessoas e terá a oportunidade de reexaminar a própria vida. Nessa jornada, precisará “enxergar” através dos olhos dos outros e conhecer suas visões de mundo, suas esperanças, seus medos e seus desafios. Na busca por redenção, Tony deverá usar um poder que lhe foi concedido: o de curar uma pessoa. Será que ele terá coragem de fazer a escolha certa?”

6- Serafina e a capa preta, Robert Beatty, Editora Valentina, 240 páginas. Livro 1

Apresentação do livro: “Serafina nunca teve motivos para desobedecer ao seu pai e se aventurar além da Mansão Biltmore. Há espaço de sobra para ser explorado naquela casa imensa, embora ela precise tomar cuidado para jamais ser vista. Nenhum dos ricaços lá de cima sabe da existência de Serafina; ela e o pai, o responsável pela manutenção das máquinas, moram secretamente no porão desde que a garota se entende por gente. Mas quando as crianças da propriedade começam a desaparecer, somente Serafina sabe quem é o culpado: um homem aterrorizante, vestido com uma capa preta, que espreita pelos corredores de Biltmore à noite. Após ela própria ter conseguido – depois de uma incrível disputa de habilidades – escapar do vilão, Serafina arriscará tudo ao unir forças com Braeden Vanderbilt, o jovem sobrinho dos donos de Biltmore. Braeden e Serafina deverão descobrir a verdadeira identidade do Homem da Capa Preta antes que todas as crianças…
A busca de Serafina a levará ao interior da mesma floresta que tanto aprendeu a temer. Lá, descobrirá um esquecido legado de magia, que tem relação com a sua própria origem. Para salvar as crianças, Serafina deverá procurar as respostas que solucionarão o quebra-cabeça do seu passado.”

Descobri esse livro olhando na livraria e a contracapa me chamou atenção, depois conto o que achei.

Bem… são esses livros que pretendo ler esse mês. Espero que tenha gostado e que se anime a conhecer algum deles. 😊

Meu livro do mês – O que o sol faz com as flores

Este mês li vários livros diferentes do que estou habituada, um dos que mais gostei foi O que o sol faz com as flores, da autora Rupi Kaur, e simplesmente fiquei encantada com sua forma de escrever. É uma autora jovem, tem apenas 25 anos, mora no Canadá com os pais e quatro irmãos, mas nasceu na Índia.

O livro foi lançado esse mês pela editora planeta, tem 250 páginas e é dividido em cinco partes que são denominadas murchar, cair, enraizar, crescer e florescer. Os textos são curtos, mas de uma riqueza de sentimentos que prende a cada página, a autora imprime todo o sentimento e sua vivência em cada poema.

Não pretendo aqui fazer uma resenha profunda do livro, apenas citar aspectos que mais chamaram minha atenção. Os textos são fortes em alguns momentos e expressam todo o sofrimento vivido por Rupi e sua família ao chegarem a um novo país, falam de deslocamento cultural, sobre aborto de meninas.

Um dos textos traça o aspecto cultural do infanticídio feminino/feticídio feminino de 1790 até 2012, tem um texto é como se fosse a própria autora pedindo que não a abortassem apenas por ser menina. Cada poema lido nos faz pensar em como nos relacionamos com o mundo ao redor e com nossos sentimentos, nossos corpos, nossa família, nossos parceiros, nossos dilemas.

O que eu mais gostei é a forma como ela expõe seus sentimentos conflitantes e sua dor de forma tão crua e simples, sem muitos floreios, sem romancear. Alguns textos tratam da despersonificação da mulher frente a uma cultura que a trata como objeto descartável.

É um livro de leitura fácil e sem muitos mistérios, alguns poemas são bem simples em sua estrutura, no entanto são de uma simplicidade singela e que compõem de maneira substancial a totalidade da obra.

Quer conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Rupi, acompanhe-a pelo Instagram @rupikaur_ tem várias fotos e textos.