Quais as cores da vida?

Olá! Quanto tempo não é mesmo?

Estava tão pra baixo que não conseguia pensar em escrever nada por aqui, mas depois de refletir um pouquinho sobre tudo que aconteceu recentemente conclui que escrever ajuda no processo de cura e que tudo na vida faz parte de um processo de amadurecimento.

Quando pensei no blog queria escrever sobre tudo aquilo que faz a vida colorida e bela e quando pensava nas cores com que queria colorir minhas ideias todas eram alegres – azul, rosa, amarelo, vermelho, branco… não imaginava a cor do luto, uma cor que remeteria a tristeza.

Mas a vida nos traz surpresas e nos faz passar por sentimentos que não gostaríamos de pensar, de sentir, de viver… e foi isso que aconteceu, de repente somos surpreendidos por uma perda que chegou de forma tão repentina, sem nexo, sem explicação, não dava para acreditar, o luto não fazia parte de meus planos no mundo das ideias e nem no meu mundo real.

Então depois de meditar um pouco e de rever cada acontecimento recente conclui que a vida é como uma tela em branco, vamos colocando nela as cores que gostamos e de vez em quando uma cor que parece destoar e destruir nossa arte, que sequer nos pertence, aparece no meio da composição, então ficamos olhando a tela e tentando entender o porque daquela cor que destoa tanto está ali.

Não temos como compreender… então um dia desses estava olhando alguns vídeos no instagram e vi um rapaz pintando essa tela, ela era grande e ele colocou a cor azul, com vários tons, depois colocou outra cor (não me lembro qual) e de repente colocou a cor preta, em muita quantidade. fiquei pensando o porque daquela cor que iria “estragar” a arte, mas ele continuou usando as tintas de forma coesa. No final do vídeo a arte ficou linda, o preto se encaixou na obra sem destoar mais.

Acredito que a vida também é assim, não compreendemos o por quê de alguma coisa no momento e talvez jamais venhamos a compreender, mas no final são esses acontecimentos que vão moldar quem somos e que vão nos transformar em pessoas mais fortes e melhores.

“Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:
tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir,
tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar” Eclesiastes 3:1-4

A imagem acima é do site pexels e do artista L∅nfeldt, veja aqui.

Bem… era isso que eu tinha para expressar hoje e espero que em breve minhas ideias fiquem coloridas com cores mais alegres novamente.

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A leitura e a escrita, uma escolha

Muitas pessoas estranham o uso de um planner ou agenda em papel em plena era digital, acreditam ser mais prático o uso de um app do que de uma agenda. Então porque ir na contramão do sistema?

Eu escolhi usar o bullet journal por ser uma ferramenta organizacional completa, também por acreditar que sua flexibilidade e adaptabilidade são mais condizentes com meu estilo de vida, mas principalmente por me permitir um resgate de escrever e buscar melhorar minha caligrafia, coisas que andam esquecidas em nossos dias.

Eu sempre gostei do contato com o papel, das texturas, dos cheiros, das sensações produzidas, da realização de conseguir fazer uma letra diferente e tentar que cada dia seja mais bonita. Essa é a razão pela qual prefiro os livros físicos aos digitais, todas as sensações que temos ao folhear um livro, ao tocar no livro, fazer anotações, marcações, para mim livros são extremamente pessoais.

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Uma das lembranças que tenho de minha infância é a de quando eu olhava um livro amarelo que era dos meus tios e que tinha histórias que eu gostava, eu o tirava da prateleira e acariciava olhando as figuras e os símbolos, as letras, e eu me encantava quando minha mãe o pegava e lia para mim, era mágico, como aquele amontoado de símbolos se transformavam em algo cheio de sentido e diversão.

A mesma sensação de encantamento acontecia quando eu via minha mãe escrever, seja um bilhete, notas de compra, estudando… eu achava a letra dela linda e esperava que a minha fosse igual. E todo meu anseio era pode dominar aqueles códigos e saber ler e escrever, me comunicar, ter uma voz.

Sim, existem vários estudos neurolinguísticos que mostram a importância da caligrafia no desenvolvimento cognitivo de crianças e na detecção de algumas desordens neurológicas, mas para mim o que realmente importa são as sensações e aquisições que a leitura proporciona, ao terminar um livro você se sente enriquecido, adquire conhecimento, fica mais sensível e criativo, a leitura transforma e liberta a pessoas para inúmeras possibilidades de ser. E o melhor da leitura, ela se adapta ao que o leitor prefere, então basta escolher seu estilo literário favorito e se deleitar.

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Esses livros aí em cima são os que separei para ler esse mês… depois falo um pouquinho deles aqui. Já pensou em qual o próximo livro você gostaria de ler? Qual seu estilo favorito? Compartilhe aqui.